segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Pelo menos 100 ônibus deixam de circular na Zona Oeste do Rio nesta segunda

Empresas montam plano para assumir linhas da Algarve
GUSTAVO RIBEIRO
Rio - Pelo menos, 393 mil passageiros eram transportados por dia pela Viação Algarve, que operava na Zona Oeste e encerrou suas atividades na madrugada desta segunda-feira. A informação está relatório de operações de julho, último que consta no site da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). O fechamento da empresa, que alega dificuldades financeiras, foi antecipado neste sábado pelo DIA.
A Viação Andorinha é uma das cinco empresas do Rio que encerraram as atividades desde o ano passado
Foto: Divulgação
Foi montado um plano de contingência e, segundo o Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor), as demais companhias do Consórcio Santa Cruz, da qual a Algarve fazia parte, assumirão as linhas atingidas: 388, 750, 752, 754, 756, 759, 857, 858, 871, 872, 873, 881, 892, 2303, 2307, 2308, 2309, 2331 e LECD14. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sintraturb) estima, no entanto, que cerca de 100 veículos deixarão de circular na região.
“Quando uma empresa fecha, as outras do mesmo consórcio tiram dois ou três carros próprios de cada linha delas e colocam nas linhas afetadas”, explica Sebastião José da Silva, vice-presidente do Sintraturb-Rio. “Será uma operação capenga até normalizar. Os ônibus certamente terão intervalos maiores”, prevê.
O Rio Ônibus afirma que “as empresas do consórcio estão mobilizando sua frota para atuar em regime especial de operação.” Ainda segundo a instituição, o plano de contingência está sendo discutido com a SMTR para a reorganização das linhas. Desde o ano passado, a Algarve é a quinta empresa a encerrar atividades sob alegação de problemas financeiros. O Rio Ônibus informou ainda que a saída das cinco companhias representam necessidade de substituição de 450 veículos.
O vice-presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Dionísio Lins (PP), anunciou que vai realizar, após o recesso, audiência pública com representantes do Sintraturb, do Rio Ônibus e da Fetranspor (Federação das empresas). Ele quer averiguar o que levou ao fechamento da Algarve e de outras quatro empresas no ano passado, todas do grupo Breda Rio.
“A situação chegou a um ponto incontrolável. É preciso que haja subsídio do governo para evitar mais desemprego no setor”, diz o deputado.
O Sintraturb calcula que a Algarve tinha 462 funcionários. O Rio Ônibus informou que vai regularizar a situação dos empregados e que o consórcio deverá absorver parte dos demitidos. A SMTR informou que a responsabilidade de manter o transporte é do consórcio Santa Cruz e que a nova operação será detalhada hoje.

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