terça-feira, 10 de agosto de 2010

VLP fará ligação Centro-Viracopos

Segunda fase do projeto de veículo leve sobre pneus de Campinas prevê linha para aeroporto

O projeto do veículo leve sobre pneus (VLP) para o Corredor Ouro Verde já está definido em detalhes para ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade. O novo modelo de transporte de massa deve atender a 120 mil passageiros por dia ligando a Estação Cultura, na região central, até o Terminal do Ouro Verde, numa primeira fase, e posteriormente até o Aeroporto Internacional de Viracopos.,
A proposta
É o principal item do plano de mobilidade urbana para Campinas que vai ser apresentado até o começo de setembro para o governo federal. A previsão é que a licitação seja aberta ainda neste ano.
Além do VLP, o projeto desenvolvido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), em parceria com as consultorias Sistran e Planserv, também prevê a construção do Corredor Campo Grande, que adotará o modelo Bus Rapid Transit (BRT), similar ao adotado em Curitiba com ônibus biarticulados, e uma ligação entre os dois corredores.
O secretário de Transportes e presidente da Emdec, Sérgio Torrecillas, avalia que os recursos necessários para as obras, que virão integralmente do PAC do governo federal, são de até R$ 600 milhões, sendo dois terços desse valor apenas para o VLP.
O traçado do VLP
Prevê saída da Estação Cultura, passagem pela Avenida João Jorge, segue pela Avenida Amoreiras e depois continua na Avenida Ruy Rodriguez até o Terminal Ouro Verde.
A segunda fase, prevista para depois da expansão do aeroporto, vai ligar o terminal até Viracopos. A extensão da linha é de 18 quilômetros. A maior parte do percurso aproveita o leito antigo do veículo leve sobre trilhos (VLT).
De acordo com Torrecillas, o VLP vai aliviar o tráfego na ligação entre o Centro e o Ouro Verde, reduzindo 60% da frota de ônibus que circula pela região. “Vai ter um impacto muito positivo no trânsito e as obras não vão interferir no tráfego da região”, garante. O transporte será totalmente integrado à rede municipal, aceitando o bilhete único.
O plano
O plano da Prefeitura é alternar composições expressas, que fazem todo o percurso até o Ouro Verde em 20 minutos, e outras realizando até 20 paradas, num intervalo de pelo menos 700 metros entre cada uma. “A grande vantagem desse modelo em relação ao VLT é que ele permite ultrapassagens, o que vai facilitar para que esse sistema seja adotado”, explica.
Movido a eletricidade, o VLP é um modelo de transporte público ainda inédito no Brasil, similar a um metrô com pneus. Cada composição terá de quatro a seis vagões, com capacidade total para transportar até 250 pessoas. Nos horários de pico, até seis composições vão circular simultaneamente.
Processo
Torrecillas está otimista com a liberação de recursos federais para a obra. O projeto vai concorrer com propostas de outras cidades por uma fatia do montante de R$ 18 bilhões que o governo vai liberar no PAC para programas de mobilidade. “O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) sempre diz que os melhores projetos vão ser contemplados. Tenho certeza de que o projeto que vamos apresentar está muito bem embasado e vai agradar”, afirma.
A partir da aprovação federal, o secretário avalia que o processo licitatório deve levar de três a seis meses, para então iniciar as obras, provavelmente em meados de 2011. A primeira fase da construção do VLP deve durar 2 anos.
O NÚMERO
60 KM/H é a velocidade máxima que o VLP deve atingir nos trechos com menor movimentação de pedestres.
Corredor vai usar leito do antigo VLT
O Corredor do Campo Grande também vai aproveitar parte do leito desativado do VLT. O corredor exclusivo para ônibus biarticulados está previsto para sair da antiga Fepasa, local que deve ser repassado do governo federal para a administração municipal. O trajeto deve seguir boa parte da Avenida John Boyd Dunlop. Os dois corredores serão ligados por uma avenida que deverá ter 4,5 quilômetros de extensão e que contará com linhas de ônibus.
Mobilidade urbana
Com as obras, o plano de mobilidade urbana pretende atender inicialmente 250 mil pessoas por dia, numa das regiões mais movimentadas da cidade. O plano inicial era que os VLPs circulassem nos dois corredores, mas a Prefeitura avaliou que o projeto empacaria por exigir um montante ainda maior de recursos financeiros. A Prefeitura vai ser responsável pelas obras de infraestrutura de implantação do VLP e depois conceder a operação dos corredores por um período que deve variar entre 30 e 40 anos. Alguns grupos internacionais já se interessaram pelo projeto, como a japonesa Mitsui. Executivos da empresa estiveram em Campinas com representantes da francesa Lohr Industrie, que fabrica e comercializa sistemas de transportes de passageiros, para conhecer o projeto.

Fonte:
Correio Popular (AAN)
Site da Materia:
 http://www.viracopos.com.br/

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